Treinamento militar para crianças e adolescentes na Rússia gera controvérsia e preocupação internacional
Um exercício militar realizado às margens do rio Don, na região de Rostov, chamou a atenção para o crescente envolvimento de crianças e adolescentes em atividades de preparação para o serviço militar na Rússia.
O evento, que contou com a participação de 33 jovens entre 8 e 17 anos, incluiu o lançamento de granadas de mão e tiros simulados, e foi supervisionado por soldados russos veteranos.
De acordo com a agência Reuters, o objetivo do treinamento é "educar e preparar os menores para um eventual serviço militar". As declarações dos participantes refletem essa meta. Anton, um dos adolescentes mais velhos, afirmou que deseja "ligar o meu futuro ao serviço militar" para "servir o meu país e ser leal à minha causa até o fim".
O instrutor Vladimir Yanenko reforçou a importância do "treino patriótico".
Críticos alertam para a doutrinação
Apesar das autoridades russas justificarem os eventos como uma forma de incutir patriotismo, grupos de direitos humanos, como a organização Ne Norma, denunciam as atividades como doutrinação e propaganda.
Eles argumentam que ensinar crianças a manusear armas e a construir drones militares na escola as expõe a uma forma precoce de militarização, preparando-as para um futuro em conflito.
Essa prática se estende a regiões ocupadas da Ucrânia. O Instituto para o Estudo da Guerra (ISW) revelou que a Rússia está treinando crianças e adolescentes ucranianos na região de Lugansk para se tornarem operadores de drones.
A Rússia estaria usando jogos e competições, como o evento "Pilotos do Futuro-2025", para atrair os jovens, que seriam treinados para o setor de defesa russo.
Deporte de crianças ucranianas e mandados de prisão
O treinamento militar de crianças ucranianas ocorre em meio a um contexto de deportação em massa de menores.
As autoridades de Kyiv estimam que pelo menos 20 mil crianças foram deportadas para a Rússia, com

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