Jovem é Obrigado a Levar Corpo da Própria Mãe de Moto

 TRAGÉDIA CHOCANTE EM MAPUTO





Jovem é Obrigado a Levar Corpo da Própria Mãe de Moto por Não Ter 2.000 Meticais para Ambulância




Um episódio de dor, indignação e revolta abalou a cidade de Maputo nesta sexta-feira (17). Um jovem, em completo desespero, foi obrigado a transportar o corpo da própria mãe numa motorizada, após o hospital ter se recusado a disponibilizar uma ambulância por falta de pagamento.




Segundo o relato do rapaz — que preferiu não revelar o nome por razões pessoais — os funcionários do hospital exigiram o valor de 2.000 meticais para transportar o corpo até à residência da família. Órfão de pai e sem condições financeiras, o jovem não conseguiu levantar o valor exigido e viu-se obrigado a exigir ao único meio que tinha disponível: a sua motorizada.




“Amarrei o corpo da minha mãe como se fosse um embrulho, porque não tinha outra saída”, disse entre lágrimas, visivelmente abalado, relatando um dos momentos mais dolorosos e humilhantes de sua vida.




População em choque e indignação




Moradores que testemunharam a cena ficaram em estado de choque. Alguns não acreditaram que não viam, outros filmaram e compartilharam as imagens nas redes sociais, onde rapidamente o caso viralizou.




"É uma vergonha! Como é possível que um hospital público neguem dignidade a um ser humano desta forma? Até depois da morte os pobres continuam a sofrer", desabafou uma das testemunhas.




Muitas considerações que a situação ultrapassa o limite da dignidade humana e expõe um grave problema: a transformação da saúde e da própria morte em um “negócio inacessível” para os mais desfavorecidos.




Revolta nas redes sociais e pressão sobre o governo




Nas redes sociais, a história desencadeou uma onda de revolta. Internautas acusam o sistema de saúde de mercantilizar a dor das famílias e ignorar o sofrimento de quem não tem condições financeiras.




Ativistas de direitos humanos já se pronunciaram, exigindo solicitações imediatas do Ministério da Saúde e solicitando uma investigação rigorosa ao caso. "Não se pode aceitar que um corpo humano seja tratado como carga só porque a família não tem dinheiro. É uma clara violação da dignidade humana", afirmou uma ONG em comunicado.




Um retrato do abandono social




Este episódio tornou-se um espelho cruel das dificuldades enfrentadas por milhares de moçambicanos em situação de extrema pobreza. Para além do dor da perda, as famílias vulneráveis carregam ainda o peso da exclusão social e da falta de apoio do Estado.




Enquanto o debate ganha força, o jovem continua inconsolável, sem acreditar que o último adeus à mãe ficou marcado por uma cena tão dolorosa, revoltante e desumana.




👉 Este caso promete não ficar por aqui e poderá vir a ser um ponto de viragem no debate sobre os direitos básicos, a dignidade humana e a necessidade urgente de reformas no sistema de saúde em Moçambique.

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