TENSÃO EM GUINÉ-BISSAU:

 



ÚLTIMA HORA | TENSÃO EM GUINÉ-BISSAU: MILITARES BLOQUEIAM SAÍDA DE FILIPE NYUSI DA PRISÃO ALEGANDO “CÚMPLICE” EM CASO SENSÍVEL


A crise política e militar na Guiné-Bissau acaba de ganhar um novo capítulo dramático, depois que as forças militares no país impediram a saída do ex-Presidente moçambicano, Filipe Jacinto Nyusi, da prisão onde se encontrava detido temporariamente para averiguações. A decisão, segundo fontes locais, foi tomada de forma súbita, com militares a alegarem que Nyusi é “cúmplice” num dos processos em investigação que tem abalado a estrutura de poder em Bissau.


De acordo com relatos vindos de círculos próximos às autoridades de segurança, a ordem para barrar a libertação do ex-chefe de Estado teria surgido após novas informações internas, ainda não reveladas ao público, que o ligariam a determinados acontecimentos considerados “altamente sensíveis” no quadro da instabilidade política guineense. Até ao momento, não foram apresentadas provas públicas, mas a atitude militar está a gerar enorme controvérsia e especulação.


Fontes governamentais em Bissau confirmam que havia um plano inicial para que Nyusi deixasse a custódia sob vigilância, enquanto aguardava audições adicionais. No entanto, militares fortemente armados posicionaram-se no local, impedindo qualquer deslocamento. O ambiente no perímetro virou de tranquilidade relativa para tensão absoluta em poucos minutos, com barricadas e controlo reforçado.


A situação já está a provocar debates acesos entre analistas da região, que veem este episódio como um sinal de profundas divisões internas dentro das forças de defesa guineenses. Alguns observadores sugerem que o caso pode estar ligado a disputas políticas que extrapolam as fronteiras da Guiné-Bissau, envolvendo alianças, suspeitas e relatos de interferência externa.


Enquanto isso, em Moçambique, o episódio está a ser acompanhado com enorme preocupação. Diversas figuras políticas e sociais exigem esclarecimentos urgentes sobre o tratamento dado ao ex-Presidente e apelam a uma solução diplomática imediata, evitando que a situação escale para uma crise bilateral.


Apesar das incertezas, uma coisa é clara: o caso está longe de terminar e promete novos desenvolvimentos nas próximas horas. A comunidade internacional também começa a prestar atenção, temendo que o impasse militar possa agravar ainda mais a já frágil estabilidade da Guiné-Bissau.

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