TRABALHADORES REVOLTADOS AMARRAM RODAS DO CARRO DO CHEFE EM PROTESTO POR SALÁRIOS ATRASADOS

 



DONDO: TRABALHADORES REVOLTADOS AMARRAM RODAS DO CARRO DO CHEFE EM PROTESTO POR SALÁRIOS ATRASADOS


Uma situação insólita e ao mesmo tempo reveladora do nível de frustração vivida por muitos trabalhadores marcou o distrito do Dondo, em Sofala. Funcionários de uma empresa local decidiram tomar uma atitude extrema e inédita: amarraram as rodas do carro do seu chefe, impedindo-o de sair do recinto, em protesto contra a longa demora no pagamento dos seus salários.


Segundo relatos de testemunhas, os trabalhadores afirmam que passaram semanas a esperar pelo pagamento, recebendo apenas promessas adiadas. Cansados de silêncio, justificações vagas e sucessivos atrasos, decidiram agir de forma simbólica — mas com impacto imediato.


> “Nós trabalhamos todos os dias, mas não recebemos. Temos famílias, temos compromissos. Já falámos, já pedimos… hoje decidimos mostrar o nosso desespero,” disse um dos funcionários, pedindo anonimato com receio de represálias.




A ação gerou agitação no local, atraindo curiosos e até autoridades comunitárias, que tentaram mediar a tensão. O chefe, surpreendido com a “prisão” improvisada do próprio carro, ficou visivelmente constrangido e tentou acalmar os ânimos, prometendo regularizar a situação o mais rápido possível.


Entretanto, os trabalhadores só aceitaram libertar o veículo após uma reunião emergencial, na qual exigiram datas concretas para o pagamento e garantias de que atrasos semelhantes não voltarão a ocorrer.


Moradores do Dondo consideraram o episódio “caricato, mas compreensível”, refletindo a crescente insatisfação laboral em vários sectores do país, onde o custo de vida aumenta e os salários atrasam.


O caso tornou-se viral nas redes sociais, com muitos a falarem do episódio como um exemplo de protesto pacífico, criativo e que expõe as dificuldades enfrentadas por trabalhadores moçambicanos.


A situação segue em desenvolvimento, com a expectativa de que a pressão pública leve a empresa a cumprir as suas obrigações — antes que a próxima medida dos trabalhadores seja ainda mais ousada.

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